A Verdade é um conceito especial na história da Filosofia. Foi tratada de diferentes maneiras por diferentes autores nessa aventura do pensamento que dura mais de 2.500 anos. Autores de diferentes escolas do pensamento como Platão, Wittgenstein, Aristóteles, Gödel, Nagel, Foucault, Descartes e muitos outros pensaram, uns mais, outros menos, sobre o que significa a Verdade. Uma das principais brigas na história da filosofia é exatamente sobre isto: Platão contra os sofistas. O primeiro, advogando a favor do conhecimento verdadeiro, os segundos contra.

De qualquer forma em algum momento a Verdade passou ter o “V” maiúsculo; quando se admitiu, de modo um tanto quanto cristão, que o conceito de Verdade fixava um valor imanente, metafísico no objeto designado. Dizer o verdadeiro seria o equivalente a dizer a essência do objeto. As coisas então eram compreendidas como objetos dotados de uma certa essência. E foi assim durante muitos anos até 1873, ano da publicação de um livrinho chamado Sobre verdade e mentira no sentido extramoral, de Friedrich W. Nietzsche (Röcken, Reino da Prússia, 15 de outubro de 1844 — Weimar, Império Alemão, 25 de agosto de 1900), que morreu no mesmo dia em que eu nasci, porém 84 anos antes.

A verdade perde seu status eterno, imanente, metafísico e se torna fruto de uma disputa no campo moral. Nietzsche se pergunta exatamente o que em nós, seres humanos, nos impele a buscar a verdade ao invés da mentira? O que a verdade possui que a mentira não possui? Rapidamente alguém responde: quando somos enganados pela mentira, acabamos sofrendo, e isto é ruim. Mas ai eu peço que me acompanhe no seguinte exemplo: você namora, e é feliz em seu namoro. Então recebe uma mensagem de amor de seu parceiro(a) no celular, e enquanto a lê, um caminhão o atropela e você morre. No segundo exemplo, ao invés de uma mensagem de amor, você recebe um vídeo de seu parceiro(a) em uma relação sexual com outros dois homens, três mulheres e um bode. Seu parceiro está com a boca em partes do bode que lhe causam nojo e ânsia. Enquanto você está estarrecido com o vídeo, um caminhão lhe atropela e você morre. Pergunto: em que, saber a verdade de um acontecimento lhe ajudou neste exemplo criminoso?

Abre parênteses: exemplo criminoso, pois sexo envolvendo animais é crime em nosso país. E ainda bem que é. Fecha parênteses.

Na imensa maioria dos casos a verdade não nos traz nada de mais interessante quando relacionado com a mentira, e Nietzsche dirá que nossa vontade de verdade decorre de uma vontade de engano. Como assim? Ele dirá que de modo inconsciente, desejamos alçar um determinado valor à categoria de verdade para torná-lo mais forte e mais poderoso, de modo que possamos acreditar nele sem dúvidas ou contradições a nos tirar o sono. Quando fixamos o valor de verdade em algum fato ou objeto, ele se torna inquestionável e nos dá seguranças para viver tendo esta “verdade” como algo seguro para nos guiar.

Nietzsche, entretanto, retira todo caráter metafísico do mundo. Há aquilo que vemos, sentimos e é acerca dessas coisas que nossa vida vai sendo construída, em seus mínimos detalhes. Estabelecer um determinado item como verdadeiro é, desta forma, uma nova maneira de fixar valores morais. Isto quer dizer que primeiro criamos nossos valores morais, nossas definições de valores sobre o “bom” e o “mal” e o verdadeiro é aquilo que agrada nossos valores sobre o “bom” ao passo que a mentira aquilo que agrada nossos valores sobre o “mal”. Nas palavras de Nietzsche, a verdade não passa de “um batalhão móvel de metáforas, metonímias, antropomorfismos, enfim, uma soma de relações humanas, que foram enfatizadas poética e retoricamente, transpostas, enfeitadas, e
que, após longo uso, parecem a um povo sólidas, canônicas e obrigatórias: as verdades são ilusões, das quais se esqueceu que o são, metáforas que se tomaram gastas e sem força sensível, moedas que perderam sua efígie e agora só entram em consideração como metal, não mais como moedas.” 

Primeiro nós pensamos, depois fixamos palavras, imagens, em nosso pensamento e toda conversa humana é uma troca dessas imagens que correspondem aos conceitos que forma primeiramente pensados. Saber a verdade de algo, para Nietzsche, não significa descobrir um significado oculto, mas sim desvelar o sentido de nossas trocas conceituais. Esta transformação de invenção [nossos conceitos mentais que atribuímos a linguagem] em verdade está na necessidade humana de acreditar em algo como se fosse absoluto e inquestionável. Em uma anotação que data do outono de 1885, Nietzsche nos diz que “esta necessidade [de transformar conceitos em verdades] é uma necessidade vital. Uma proposição tal qual ‘duas coisas iguais a uma terceira são iguais entre si’ pressupõe: 1) as coisas 2) as igualdades: nenhuma nem outra existem. Mas, graças a este mundo fictício e fingido de nomes e conceitos, o homem adquire um meio de dominar massas enormes de fatos com ajuda de signos e os inscreve em sua memória. Este aparelho de signos constitui sua superioridade justamente porque lhe permite se distanciar ao máximo dos fatos particulares. A redução das experiências aos signos e a massa cada vez maior de coisas que podem ser apreendidas: eis sua força suprema.”

A força que a verdade exerce em nós é, de modo resumido, a de organizar uma massa gigantesca de eventos de nossa vida com a ajuda de signos [por signo compreenda aqui a linguagem falada, escrita, ou mesmo as imagens com as quais pensamos], e uma vez organizado, estes eventos podem ser transferidos para a nossa memória, construindo desta forma nossa história de vida, nossa biografia.

A construção de nosso passado enquanto sujeito e também de nosso passado enquanto raça humana, depende de como organizamos os fatos de nossa existência através dos conceitos que nós fixamos como verdadeiros. E aqui é quando eu passo a falar de José Padilha e sua série, O Mecanismo, que estreou pelo Netflix.

A série se inspira livremente nos eventos da operação Lava Jato, um dos mais famosos casos de investigação sobre corrupção da história do País, e tem causado bastante discussão. O problema reside no fato de que a série, por se declarar obra de ficção, se dá a liberdade de colocar no personagem que corresponde ao ex presidente Lula uma fala que na vida real foi dita por Romero Jucá, em conversa interceptada e divulgada pelo jornal Folha de São Paulo. Seguem os principais trechos da conversa:

________________________

SÉRGIO MACHADO – Mas viu, Romero, então eu acho a situação gravíssima.

ROMERO JUCÁ – Eu ontem fui muito claro. […] Eu só acho o seguinte: com Dilma não dá, com a situação que está. Não adianta esse projeto de mandar o Lula para cá ser ministro, para tocar um gabinete, isso termina por jogar no chão a expectativa da economia. Porque se o Lula entrar, ele vai falar para a CUT, para o MST, é só quem ouve ele mais, quem dá algum crédito, o resto ninguém dá mais credito a ele para porra nenhuma. Concorda comigo? O Lula vai reunir ali com os setores empresariais?

MACHADO – Agora, ele acordou a militância do PT.

JUCÁ – Sim.

MACHADO – Aquele pessoal que resistiu acordou e vai dar merda.

JUCÁ – Eu acho que…

MACHADO – Tem que ter um impeachment.

JUCÁ – Tem que ter impeachment. Não tem saída.

MACHADO – E quem segurar, segura.

JUCÁ – Foi boa a conversa mas vamos ter outras pela frente.

MACHADO – Acontece o seguinte, objetivamente falando, com o negócio que o Supremo fez [autorizou prisões logo após decisões de segunda instância], vai todo mundo delatar.

JUCÁ – Exatamente, e vai sobrar muito. O Marcelo e a Odebrecht vão fazer.

MACHADO – Odebrecht vai fazer.

JUCÁ – Seletiva, mas vai fazer.

MACHADO – Queiroz [Galvão] não sei se vai fazer ou não. A Camargo [Corrêa] vai fazer ou não. Eu estou muito preocupado porque eu acho que… O Janot [procurador-geral da República] está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho.

[…]

JUCÁ – Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode ajudar. […] Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra… Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria.

[…]

MACHADO – Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].

JUCÁ – Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. ‘Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha’. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.

MACHADO – É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.

JUCÁ – Com o Supremo, com tudo.

MACHADO – Com tudo, aí parava tudo.

JUCÁ – É. Delimitava onde está, pronto.

[…]

 

MACHADO – A situação é grave. Porque, Romero, eles querem pegar todos os políticos. É que aquele documento que foi dado…

JUCÁ – Acabar com a classe política para ressurgir, construir uma nova casta, pura, que não tem a ver com…

MACHADO – Isso, e pegar todo mundo. E o PSDB, não sei se caiu a ficha já.

JUCÁ – Caiu. Todos eles. Aloysio [Nunes, senador], [o hoje ministro José] Serra, Aécio [Neves, senador].

MACHADO – Caiu a ficha. Tasso [Jereissati] também caiu?

JUCÁ – Também. Todo mundo na bandeja para ser comido.

[…]

MACHADO – O primeiro a ser comido vai ser o Aécio.

 

 

*

JUCÁ – [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem ‘ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca’. Entendeu? Então… Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar.

MACHADO – Eu acho o seguinte, a saída [para Dilma] é ou licença ou renúncia. A licença é mais suave. O Michel forma um governo de união nacional, faz um grande acordo, protege o Lula, protege todo mundo. Esse país volta à calma, ninguém aguenta mais. Essa cagada desses procuradores de São Paulo ajudou muito. [referência possível ao pedido de prisão de Lula pelo Ministério Público de SP e à condução coercitiva ele para depor no caso da Lava jato]

JUCÁ – Os caras fizeram para poder inviabilizar ele de ir para um ministério. Agora vira obstrução da Justiça, não está deixando o cara, entendeu? Foi um ato violento…

MACHADO -…E burro […] Tem que ter uma paz, um…

JUCÁ – Eu acho que tem que ter um pacto.

[…]

________________________

Não vou comentar o conteúdo das declarações porque eu acredito que a esta altura cada brasileiro vivo deve, ou deveria saber, exatamente do que se está a tratar nesta conversa. Se não sabe ainda, não serei eu que vou elucidar o óbvio.

Meu ponto, para voltar a intersecção entre Padilha e Nietzsche, é o porque colocar uma fala que todos sabemos, foi dita por Jucá, no personagem do ex presidente Lula. Porque eu parto da premissa de que este deslocamento de contexto foi intencional. Não quero crer que os responsáveis pelo roteiro o tenham feito aleatoriamente. Uma empresa do tamanho da Netflix deve cobrar algum tipo de controle do processo criativo, ou seja, nada ali está solto, e cada minuto gravado, decupado, editado, tratado e montado foi pensado cuidadosamente. Nada que nos é mostrado é acidental, tudo foi planejado, e não saber disto é ingenuidade, mesmo que durante a excelente entrevista conduzida por James Cimino para o site Observatório do Cinema, Padilha diga que esta questão seja “boboca”, e quando questionado mais uma vez por Cimino, se a série não “acaba criando um ruído de informação já que muita gente não consegue separar ficção de realidade Padilha responda que para o “pessoal que sabe ler, […] não há ruído algum“.

Bom, eu sei ler. E, ao contrário de Padilha, compreendo o conceito de verdade em Nietzsche. E para Nietzsche, quando conceitos e linguagem são absorvidos e administrados por nosso inconsciente, ele será capaz de tornar estes objetos verdadeiros ou falsos a medida que eles atendem nossos valores morais.

Se o pai de família, o cidadão de bem pagador de impostos, achar bom que Lula seja retratado como bandido, sempre que ele o for, sua imagem inicial do Lula bandido será reforçada, e as imagens e conceitos que ele carrega na memória terão um reforço a mais para conceituarem tal fato como verdade.

Eu sei que todo texto que está na internet onde apareça as letras L-U-L-A juntas despertará paixões. Em meu último texto com Lula no título, acabei sendo xingado e vi nascer um debate raivoso a respeito. E naquela ocasião, o texto não tratava do Lula, tanto quanto este não trata. Calhou do problema envolvê-lo.

O texto trata do fato de que, em minha opinião, Padilha e sua equipe tenham descolado uma fala conhecida de Jucá para o personagem do Lula de modo intencional, para que o debate sobre sua figura, que já é conturbado, seja ainda mais, e para que a verdade sobre o fato ganhe mais um fator que reforce sua retratação como bandido. Em termos práticos, ficaria mais ou menos assim: “mas porque estão reclamando? Lula é um bandido mesmo!”

Aliás, Padilha disse mais ou menos isso, quando afirma em sua entrevista que “acho incontestável que o PT de Lula e o PMDB de Temer achacaram, juntos e de forma combinada, os cofres públicos. Fizeram uma sangria”. Não vou entrar no mérito de que em nosso país seja necessário que um réu seja condenado em três instâncias para ser considerado culpado. Fico apenas com Nietzsche que nos mostra que a verdade é um exército linguístico, cujo campo de disputa é o debate. E neste caso, a verdade fica com o ganhador que nem sempre tem os melhores argumentos, mas sim o melhor poder de convencimento. E uma série com orçamento milionário costuma ter um poder de convencimento bem alto.

Perceba então que o texto não é sobre o Lula, antes de me xingar e pedir que minha filha seja morta por eu “defender bandido”. Ele é sobre o fato de que eu não tenho provas, mas tenho a convicção, de que o Padilha fez o que fez de modo intencional, para mobilizar poder de convencimento sobre a figura de Lula. Para criar um conceito sobre ele que se pretenda verdadeiro.

Se ele conseguiu te convencer, ai é problema seu.

 

 

 

Participe da conversa! 12 comentários

  1. A ideia é desinformar o resto do mundo
    sobre o que acontece no Brasil.
    Destruir a imagem do Lula no exterior,
    validar o Golpe para tranquilizar e atrair
    o inve$tidor e$trangeiro.

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  2. Car#lho! Que texto animal!
    De fato, a relação íntima com a verdade vai de encontro com a necessidade de validação da crença moral, ao meu ver, a massa absorve da forma mais infantil possível: se me agrada é bom, se não me agrada é mal.
    O entendimento do processo da consolidação da ideia e como a informação consumida é digerida neste processo de consolidação, requer paciência e de fato as construções cinematográficas estilo Netflix (emendando um episódio ao outro), não dá espaço de respiro, nem reflexão. Ainda mais quando se trata de um assunto delicado, que nem o STF entra no acordo, o cidadão médio julgador de internet, se considera afã de tal ato, clamando sede por justiça, afinal, eles já julgaram.

    Curtido por 1 pessoa

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  3. Padilha pode ser um fantoche dos produtores. Autoral não é mesmo. Não tem conteúdo, novidade nem imaginação. Não é um artista de verdade. É um operador competente e faz o que o patrão manda. Pode ser arrogante e dissimulado. Mas burro não é. Tenho nojo dele por ser traíra. E ele sabe muito bem o trabalho sujo que executa, por despeito ou inveja, vai saber. Mas daí a assistir uma porcaria qualquer produzida pela Netflix vai uma distância enorme. Ainda tenho muuuito filme pra assistir nessa vida… tem Herzog que não vi, tem Fassbinder que não vi, tem Godard que não vi, tem Fellini, Babenco, Glauber! Glauber assisti tudo. Prefiro repetir mais dez vezes a filmografia completa do Glauber que perder tempo com esse NetfLIXO. Assim acho que vou alcançar uma verdade melhor pra mim. Ótimo texto!

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  4. Cara, sensacional seu texto…agora fica claro o quão genial é o Padilha que, tal qual Tarantino, assassinou o Hitler em Inglourious Basterds, quando todos sabem que Hitler nunca foi assassinado, muito menos em um cinema Francês…A frase é de Jucá todos sabem, mas todos sabem, também, que nine fingers é capaz te tal, não por sapiências, isso realmente lhe falta, mas por pura inépcia…

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    • Vou aprovar seu comentário. Mas gostaria que se explicasse melhor.
      Me aprece que seu comentário tem a intenção de ofender alguém, e aqui no Cinesofia nenhuma ofensa é tolerada.
      Vou aguardar sua explicação, pois não estou certo do que entendi.

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  5. Olha só uma relação que eu não tinha realizado a respeito de Bastardos Inglorios, lembro que o primeiro contato que tive com o filme fiquei na dúvida se tinha ocorrido aquele atentado do cinema… Para quem não acompanha as andanças brasileiras e como seus representantes têm tratado os filhos deste solo, não é difícil imaginar que para um gringo que quer “entender” o ocorrido no Brasil, busque um interesse maior a partir da série, já com o entendimento de que Lula na realidade foi quem proporcionou o diálogo sobre estancar a sangria.
    Que mundo maluco… Tempos macabros, tempos de barulhos ecoando pela propagação do mal, mínimo, porém corrosivo.

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  6. O que é a Verdade? Ao longo da vida, dei-me conta de que existem três verdades: a minha, a do outro e a verdade propriamente dita, aquela que nunca será alcançada, pois que cada um lança mão da que lhe convém.

    O que mais ouvimos é a negação da Verdade diante de fatos óbvios. A apropriação de uma fala reflete o momento atual: a indução ao erro, o jogo sujo, a mentira travestida de meia verdade, a arte eternizando cenas reais de canastrões políticos.

    O Brasil virou filme. Que pena…

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  7. Olá, Rafael! Gostei do seu post sobre a série. As referências são excelentes. Filosofia é sempre atual e nos ajuda a refletir muita coisa no mundo contemporâneo. Eu, na verdade, não gostei muito de O mecanismo. Coloquei um pouco do que achei aqui: https://coquelucheliteraria.wordpress.com/2018/04/04/o-mecanismo-netflix-e-o-engajamento-politico/
    Se conseguir, dê uma olhada depois! =)

    Curtido por 1 pessoa

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Filosofia, Séries

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